Arquivo de Fevereiro, 2010

Renascendo >_>

Posted in Mangas, reviews with tags , , , , , , on Fevereiro 18, 2010 by axoniano

Yo pessoas o/ uma semana sem post >_> sim sim pc quase explodiu…. quase q tenho um infarte… carnaval…. mas tudo bem… XD

“Arte de primeira linha e fêmeas voluptuosas com seios que desafiam a gravidade em meio a cenas altamente dinâmicas”

VC sabe o que é um manhwa:? la estava eu baxando coisas na net “como sempre” e achei uma série interessante de ler ‘-‘

Unbalance x Unbalance (언밸런스x2)

ou para os intimos UxU =D

UxU professoras, alunas, amigas.... all HOT

UxU, é um Manwah, o “manga” coreano… sim isso soa extranho, mas é sim sem tirar nem por nada. UxU é “basicamente uma “historia de amor” entre uma professora e um aluno” *-*. O bom e velho “tabu” Professora x Aluno.

Quem não queria uma professora assim...

O manga.

Tudo começa com Hae-Young Nah   (odeio nome coreano ¬¬), conversando com uma amiga, sobre as suas “experiências” com homens, que a fizeram perder a confiança neles. Pouco depois de reparar que a sua carteira desaparecera, e de pensar onde a poderá deixado, aparece um estudante que devolve a carteira alegando que a encontrou mas Hae-Young repara que lhe falta 7000 won (moeda sul-coreana, isto dá aproximadamente 12 reais), o estudante rapidamente se desculpa pois viu um livro que queria comprar tanto e não resistiu mas Hae-Young não o perdoa, e exige que lhe pague o devido. O estudante “prometeu” que iria pagar de volta (sei), e ela deixou passar… O dia passa, todos estão felizes, o estudante, agora com um nome “Jin-Ho Myung” está vivendo a sua feliz vida de estudante do 3° ano “dormindo nas aulas”, e não repara que tem uma nova professora na sala… Quem será ? “clichê” ….  A mulher que exigiu o dinheiro de volta é nem mais nem menos… A sua nova professora de matemática! Que fará ele? Será que ela já se esqueceu da dívida? Continuar a ler

Enquanto isso, no lustre do castelo ¬¬

Posted in Notícias with tags on Fevereiro 8, 2010 by axoniano

Yo, minna doble post hj \o/, bem fazer o que madrugada + insonia só da nisso mesmo xD.

Oukei de acordo com a ANN, a emissora canadense YTV, vai retirar naruto e bleach da sua programação de sábado \o/.  Mas, não é por desagrado dos fans não ¬¬. é simplesmente, por que eles não tem os direitos dos “11 ultimos episódios da serie” . Mas ai a gente para pra pensar 11 ultimos ¬¬ enquanto nos ainda estamos na segunda temporada…  E isso é no Canada, nos EUA a história é outra, la a Disney XD está passando o Shippuden desde outubro  passado ¬¬ é pessoal o nivel é outro …  A emissora YTV ainda tem nomes como Pokemon, Pretty cure, e Dinossauro Rei… e ainda comprou os direitos de Yu-Gi-Oh! 5D’s >_> quando chegaremos la…

Onde você está Haruhi ;-;!!!

Posted in Notícias with tags , , , on Fevereiro 8, 2010 by axoniano

Yo, minna domingo é dia de dormir \o/ passei o dia todo dormindo >_>, esqueci vocês aqui, e esqueci que a Haruhi desapareceu ante-ontem. ;-;

Como vocês sabem(pelo menos a grande maioria), o filme de Suzumiya saiu \o/, o filme saiu  ante-ontem >_> intitulado Suzumiya Haruhi no  Shoushitsu ( O desaparecimento de Suzumiya Haruhi) agora esperar os japas safados gravarem com os seus celulares!! \o/ eu to procurando, mas ñ acho de jeito nenhum. ;-; Continuar a ler

Dragon age saiu e !!!

Posted in Notícias with tags , , on Fevereiro 6, 2010 by axoniano

Sim saiu \o/ à Dragon Age saiu High saiu dos Hiatus! anime confirmadíssimo.

Fonte Maximun Cosmo.

O anime vai ser produzido pelo estúdio: Mad House (Death Note – Hajime no Ippo – Nana) . E será dirigido por Tetsuro Araki, mesmo de Death Note, com roteiro de Yosuke Kuroda, que possui na carreira nomes como Gundam 00 e Honey & Clover. O character design ficara por conta de Tanaka Masayoshi, o mesmo responsável por Toradora. Continuar a ler

Evangelion Live! verdade ou mito? ‘-‘

Posted in Notícias with tags , on Fevereiro 6, 2010 by axoniano

Saiu uma matéria na ANN, dando algumas luzes para os bom fãs de Eva. Algumas idéias sobre o live, mas será que sai mesmo?

Nessa quinta, no ANN podecast, o produtor Joseph Chou (Halo Legends,Appleseed: Ex Machina),afirmou que a proposta do Live-action, da Série Neon Genesis Evangelion, continua “muito ativa”.

Chou está listado como um dos produtores do projeto. Ele mencionou, que ainda existem alguns papéis para serem esclarecidos, mas “ assim que forem resolvidos, esse será o modo mais rápido, por isso esperamos que o projeto comece a se mover, até o próximo ano. Continuar a ler

>_> Super Flat parte 2: Tsunderes

Posted in Ensaios with tags on Fevereiro 5, 2010 by axoniano

Continuando o ensaio do Lancaster: Superflat A reação do Pós-modernismo Japonês ao “BOOM” Otaku. parte 2

A Teia Que Se Auto-Alimenta

Essa “infantilização” tem outras conotações. Há uma diferenciação entre o anime/mangá de otaku e o anime/mangá de grande público, mas à medida em que o próprio fandom gera profissionais na área (anime e mangá), essa linha tende a se diluir. A própria comparação entre Bleach e Shakugan no Shana (admitida pelos próprios criadores deste último) é um bom exemplo dessa

Bleach separação: Ambas as histórias partilham conceitos similares, mas Bleach surgiu na Jump, uma revista de massa, que mira em um recorte de público fixado em termos de gênero e idade, não de perfil. Shakugan surgiu como light novel, mais direcionada ao seu público, mas se apropria das mesmas premissas de Bleach e as reconstrói com iconografia otaku.Por iconografia otaku, entendemos, no caso de Shakugan, as meninas nervosas mas que no fundo são doces – tipo de personalidade chamado pelos otakus de “tsundere”, um clichê que pode ser reinterpretado como “elas me tratam mal, mas tenho certeza que gostam de mim” – vide a Naru de Love HinaPor conta disso mesmo, o Tsundere pode ser considerado uma espécie de compensatório da imaginação por rejeições ostensivas, tanto que há bares “tsundere”, onde os clientes – notadamente otakus – são tratados rispidamente por atraentes atendentes, para em seguida receberem uma demonstração que apesar de sua atitude, a presença deles é bem-vinda;Shakugan no Shanaprotagonistas masculinos passivos, fetiches visuais de associação iconográfica infantilizadora e simultaneamente sexualizada, embutido em um traço deliberadamente bonitinho sob medida para sua multiplicação em fanzines pornográficos (hentai).
Notem que isso não é à toa: o otaku no Japão tem poder aquisitivo e os produtos dirigidos a ele, mesmo sendo exibidos em horários inertes em termos de índices de audiência, renderão imensamente em produtos e vendas de DVD, e alimentarão uma indústria de fanzines que têm um mercado sólido no Japão e que atingirá o mesmo público a quem a série original se destina, ajudando a manter sua popularidade em alta mesmo após o fim da série – e portanto dando margem ao lançamento de novos produtos. É uma cultura de consumo que se norteia em termos de forma por suas necessidades de consumo. E justamente pelo seu fator de inter-relacionamento visível, podemos dizer que se Bleach vem de um cenário onde a criação é submetida ao grande público sob mediação das normas de mercado, Shakugan no Shana vem de um cenário paralelo onde o público específico é submetido à criação sob
Saber Marionetteessas mesmas norma(ou, para escrever de forma que um ser humano normal possa entender sem achar que eu sou um maldito pedante: como Bleach é produto de massa, se adapta ao perfil do consumidor; como Shana é produto de nicho, o consumidor é que se adapta a uma padronização da qual Shana já nasceu fazendo parte, até para enfatizar sua condição de membro de um nicho. Leia-se, ser parte assumida de um nicho é uma forma de auto-afirmação). Porque o seu público-alvo já construiu seu perfil segundo uma formatação externa, e dentro dela, a iconografia foi entronizada como normatização – e a passividade do protagonista masculino dentro do produto otaku típico (Otaru em Saber Marionette, Keitaro em Love Hina, Sekai em Shakugan no Shana, etc.) é talvez o passo chave para a compreensão dessa iconografia.
Essa compreensão é a força motriz fundamental na crítica Superflat – para o bem ou para o mal. Continuar a ler

>_> interessante parte 1

Posted in Ensaios with tags on Fevereiro 5, 2010 by axoniano

Yo minna \o/, bem estava eu passeando pela blogosfera xD, e encontrei uma matéria muito interessante, o titulo da matéria é: Superflat: A Reação do Pós-Modernismo Japonês ao “Boom” Otaku

artigo muito interessante do Lancaster  gostei e estou aqui repassando ‘-‘.

como o artigo é muuuuuuuuito grande >_> eu irei postar em duas partes manhã eu posto a outra parte xD

quem quizer ver mais alguns artigos dele: Maximum Cosmo

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Superflat: A Reação do Pós-Modernismo Japonês ao “Boom” Otaku

Aviso agora antes que vocês liguem o vídeo: a cena acima é de uma vulgaridade imensa e definitivamente não é recomendável para menores de idade. Mas é necessária para introduzir o ponto da matéria – originalmente publicada na revista Neo Tokyo, mas que eu achei que valia a pena ser trazida a tona novamente: uma coisa que reparei ao longo de todo esse tempo é que muita gente que leu o artigo não entendeu muito bem o que é o superflat. Acredito que tenha contado pontos para isso um ranço acadêmico que eu não deveria ter deixado escapar – provavelmente eu estava já naquela época trabalhando no pré-projeto da monografia ou algo assim. Mas não acho que eu deva reescrever tudo: a idéia é trazer de volta o que já foi escrito.
Então, que seja. Eis a tradução para aqueles que ficam com dor de cabeça ao ler as legendas em espanhol:

Cena simples: a menina Poemi (Kobayashi) descobre que o vilão da história, finalmente revelado e sentado na cadeira, na verdade é seu objeto de afeição na escola, o garoto K-kun, e ela não entende, burra como é, o que ele está fazendo ali.

K-KUN: “Eu vim para invadir. Ou, mais especificamente, para abusar.”

POEMI: “Pode falar de forma mais simples? Ou anotar a informação no meu pager…”

K-KUN: “Olhe para a informação que o time de reconhecimento reuniu sobre este planeta.”

(aparece uma tela onde uma mulher seminua é mostrada)

K-KUN: “As mulheres da Terra, especialmente as japonesas, são muito boas.”

(na tela, uma chupa um picolé de forma erótica)

K-KUN: “Como você pode ver nesta imagem, elas tem um ótimo gosto.”

(aparece uma imagem de uma mulher gemendo, como as imagens em jogos pornográficos)

K-KUN: “Você pode fazer algo assim – e com facilidade.”

(surge uma imagem de uma mulher nua, deitada de bruços no chão, sendo pisada)

K-KUN: “É digno de se invadir. É digno de se abusar.”

(outra imagem de mulher em pose erótica. Kobayashi, claro, está confusa.)

POEMI: “Kobayashi não entende muito bem – eu não tenho um PC.”

K-KUN: “Eu não posso aceitar você como seiyuu (N. do T: atriz de voz).”

(um monte de faixas imobilizam os braços e pernas de Poemi)

POEMI: “Então você estaria atrás do corpo virgem de Kobayashi?”

K-KUN: “Olhe, idiota: Eu não tenho interesse num corpo barato como o seu!”

POEMI: “O que você está dizendo? Se Kobayashi pôr implantes, o tamanho do meus seios vai aumentar para 80 cm, droga!”

(K-kun, em sua cadeira de vilão, levanta o dedo para apontar algo)

K-KUN: “O que eu busco é aquilo:”

(de repente, todo o resto do elenco feminino da série está presente na cena, amarrado nas poses mais humilhantes)

POEMI: “Ohh!? Esta é uma cena de Fan-Service? (…)”

K-KUN: “O que acha? O conteúdo é divertido para um vídeo, não?(…) Abuso, abuso, nada pode superar isso, a cultura japonesa é maravilhosa! Vamos atingir as estrelas, japanimation! TENTÁCULOS! MAIDS! MULHERES DE ÓCULOS! MENINAS DO JARDIM DA INFÂNCIA! CONSOLOS ASSUSTADORES! SEIOS GIGANTESCOS!”

(ao dizer cada uma dessas frases, aparece uma imagem correspondente de uma delas trajada de forma relativa ao fetiche apontado em cada palavra. K-kun, como um mestre de cerimônias ensandecido, corre em frente a elas e abre os braços – para de repente se dirigir AO PRÓPRIO ESPECTADOR NA TELEVISÃO)

K-KUN: “Como ficou? Como elas estão? ISTO é o que vocês rapazes querem, certo?”

(K-Kun faz uma pose ridícula de efeito ao dizer isso e surgem muitas mãos vindas de fora da televisão, como se pertencessem aos próprios espectadores, que batem palmas em aprovação, do tipo “Muito bem”, “É isso aí”. Em seguida, como um vilão de anime, ele grita ensandecidamente:)

K-KUN: “Agora, vamos em frente! Apertem, amarrem, machuquem e gemam! Sofram, arrepiem-se em êxtase, enfiem alguma coisa! ISSO É CULTURA!”

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A cena que vocês viram logo acima não foi extraída de um hentai (anime/quadrinho pornô). Sua origem é a série em OAVs Puni Puni Poemide Shinichiro Watanabe – talvez a mais devastadora paulada que a cultura otaku já recebeu em forma de animação. Puni Puni Poemi na verdade é uma brincadeira metalinguística onde a protagonista pede para ser chamada pelo nome de sua dubladora (Kobayashi), e os personagens são todos derivativos – o melhor exemplo é a relação entre Poemi e sua melhor amiga, a menina Futaba, que ecoa a amizade suspeitíssima de Tomoyo porSakura em Sakura Card Captors (se olharmos, perceberemos imediatamente que Futaba é a Tomoyo com um sinalzinho no rosto e enfeites de cabelo estrategicamente inseridos para não haver processo por plágio). Só que Futaba é mais do que escancaradamente lésbica e sua atitude é, digamos, bem mais perigosa do que a, hm, “adoração” em níveis respeitosos (eu disseRESPEITOSOS, não inocentes; Sakura Card Captors está longe de ser um produto inocente) que sua personagem inspiradora nutre pelo seu respectivo alvo.
Aqui, não tem erro: toda a iconografia da cultura do otaku é usada para encher uma luva de boxe e mirar justamente em seus aspectos mais negativos, os
Poemyfetiches e distorções que alimentam toda uma série de reflexos na indústria de anime e mangá que afetam consideravelmente a percepção que temos da mesma. E ao distorcer, via caricatura, esses elementos, eles são usados como elemento de choque (e, no caso, de riso), expondo justamente a natureza sexual que é muito escamoteada pelos fãs deste ou daquele produto em defesa da “inocência” do mesmo – mas que indubitavelmente existe(sem falar de quando o fã reconhece esse elemento, mas usa essa “inocência” para justificá-lo). Aquele que nunca encontrou um fanart lésbico de Tomoyo e Sakura na Internet que atire a primeira pedra (e isso vale para outros elementos, como a relação perigosíssima entre a pequena Rika e o professor Terada, que não encontra correspondente em Puni Puni Poemi, mas é o mesmo tipo de “elemento perigoso”). A série da Clamp cuida de estimular esse tipo de reação dos fãs, embora não abertamente. E Poemi escancara isso com uma pedrada ao retratar a fixação de Futaba por sua amiga – sem falar do verdadeiro tapa que a cena acima desfere no fã típico que consome o material derivado dessas fixações estéticas.
Poucas coisas são mais Superflat do que isso.

O que é Superflat?

De uma forma simples: OSuperflat é um movimento estético pós-moderno que surgiu dentro das artes plásticas e que encontrou eco nos mangás e nas animações – até porque seu pressuposto é de que a cultura dos animes e mangás é a cultura japonesa de nosso tempo. Ele se vale dos elementos de fetiche que caracterizam os animes e mangás dentro da cultura otaku para questionar o contexto social que deu origem aos mesmos fetiches. Ou melhor dizendo, ele reprocessa esses elementos para devolvê-los desconstruídos para aqueles que os consomem originalmente (simplificando: ele usa a caricatura dos clichês para desmontá-los, questioná-los e mostrar o que se esconde por trás deles. Na época em que escrevi essa matéria, eu não conhecia Sayonara Zetsubou Sensei, de Koji Kumeta, mas ele é um bom exemplo desse processo de desmonte).
Vamos explicar rapidamente o que é pós-modernismo para podermos prosseguir com a matéria de forma que ela faça sentido: Ele é um movimento com várias correntes e sem uma proposta unificada, salvo na sua crítica aoKatamarimodelo tradicional de racionalismo nas artes, na literatura e nas ciências. Para os fins que nos interessam, podemos dizer que o pós-moderno apresenta um cenário onde o método de viabilização de idéias não importa – e isso deu margem aos samplers dos anos oitenta, a fragmentação estética do videoclipe, a multireferencialidade – onde se pressupõe que você saiba do que está se falando ao se povoar uma obra de referências – e, porque não dizer, a própria difusão do mangá como estética fora do Japão, jamais possível em outro contexto. Graças a ela, podemos dizer que a nossa cultura de massa (pós-moderna por excelência)tende a se alimentar do que veio antes como uma cobra que devora o próprio rabo. Em miúdos: vale tudo, nada de novo surgirá, só resta reprocessar tudo o que já foi feito e dane-se quem reclamar (se bem que pessoalmente eu acredito que pós-modernidade é meio que o equivalente cultural ao “a história acabou” do Francis Fukuyama. E o 11 de Setembro jogou na cara do mundo o ridículo dessa afirmação).
O fato é que vivemos, respiramos, praticamente comemos a cultura de massa ao nosso redor. E isso acaba por ter repercussões sociais. A cultura otaku no Japão é um claro exemplo disso, assim como os clichês básicos dos animes e mangás que os alimentam ou não. E dito isso, vamos ao que interessa. Continuar a ler